Cadeira nº 30 PDF Print E-mail

 

DR. BRAZ HERMENEGILDO DO AMARAL (1861-1949)

 

Lente de Patologia Cirúrgica

Antonio Carlos Nogueira Britto

Nasceu na cidade do Salvador, Bahia, a 2 de novembro de 1861 e faleceu na mesma cidade a 2 de fevereiro de 1949.

Foi médico e lente de Patologia Cirúrgica (1902-1908) da Faculdade de Medicina da Bahia, professor, político e historiador.

Filho do homônimo Braz Hermenegildo do Amaral, oficial da polícia, e de D. Josefina Virginia do Amaral. Seu genitor lutou na guerra do Paraguai, sendo por tal feito agraciado com o título de Cavaleiro da Ordem de Cristo e condecorado com medalhas.

Quando jovem, para estipendiar seus estudos, exerceu as funções de professor. Lecionou “Elementos de Antropologia” no Instituto de Instrução Secundária de Salvador, tendo, no azo das atividades docentes, colecionado objetos concernentes à Antropologia, constando de esqueletos, chumaços de cabelo e fragmentos de  pele de índios do estado da Bahia, sucesso que mereceu o apoio do cientista Raymundo Nina Rodrigues.

Fez parte do Corpo Médico que acompanhou as tropas na campanha de Canudos.

Foi um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, ao lado do Dr. Tranquilino Torres e, também, membro fundador da Academia de Letras da Bahia, ocupando a cadeira n.º 4, que tinha como patrono Sebastião da Rocha Pitta, Participou, com trabalhos publicados, do Primeiro Congresso de História Nacional.

Deputado federal, pelo Partido Republicano, por 2 mandatos: 1924-1926 e 1927-1929.

Bibliografia sumária: “História da Bahia – do Império à República.” – “A Conspiração Baiana, de 1798.” – “Ação da Bahia na obra da independência nacional.” – “Limites do estado da Bahia.”

 

Cf.:http://pt.wikipedia.org/wiki/Braz_do_Amaral    

 

Autor das notas e comentários sobre a obra “Recopilação de Notícias Soteropolitanas e Brasílicas e Cartas de Vilhena.”; “Memórias Históricas e Políticas da Província da Bahia” de Ignacio Acioli de Cerqueira e Silva”; “A Revolução Pewrnambucana de  de 1817”; a “Revolução Federalista de 1831”; “História da Bahia do Império à Republica”,  além de outras obras.

No seu testamento, escrito pelo próprio punho, o A. lê que Braz Hermenegildo do Amaral, em caligrafia trêmula, firmou o sobredito documento na “Bahia”, em 4 de maio de 1948. Declarava ser brasileiro, viúvo, médico, professor aposentado, com oitenta anos de idade, e que foi casado com D. Maria Teresa Belchior, falecida há muitos anos, de cujo consócio teve uma filha de nome Luiza, casada com o D.r  João Ferreira Cana Brasil, a qual passou a assinar Luiza do Amaral Cana Brasil; asseverava não ter tido segundas núpcias e não ter outros filhos, acrescentando que tudo que possuía pertencia á sua já citada filha; declarava que os edifícios situados a Avenida Joana Angélica n.os 105 e 107 receberam importantes melhoramentos, tais como aquisição de um terreno contíguo, construção do pavimento superior, garages, dependências e perfeito acabamento feitos exclusivamente por seu genro D.r João Ferreira Cana Brasil, esclarecendo que fazia aquela declaração por estarem os edifícios registrados em seu nome “E pela necessidade que pode ocorrer da averiguação de tal fato, após a minha morte.”; declarava que nada devia “a pessoa alguma”; na quinta declaração está consignado: “Desejo que do que posso livremente dispor sejam entregues ao meu afilhado Carlos Peixoto Martins, sem encargo para o mesmo, a importância de doze mil cruzeiros.”; nomeava seus testamenteiros a sua filha D. Luiza do Amaral Cana Brasil, em segundo lugar seu genro D.r João Ferreira Cana Brasil e em terceiro lugar seu neto Braz do Amaral Cana Brasil.

A certidão de óbito do genial e insigne médico, ilustrado historiador e festejado intelectual, Dr. Braz Hermenegildo do Amaral, está registada sob n.o 3027 no cartório de registro civil – sub-distrito de Sant’Ana / José Augusto Moitinho, Oficial do Registro Civil, que certificava no livro 20, às fls n.o  12 o registo do falecimento do Prof. Braz Hermenegildo do Amaral, ocorrido a dois de fevereiro de 1949, às vinte e huma horas, ao Campo da Pólvora, com idade de oitenta e sete anos e seria sepultado no cemitério do Campo Santo; causa da morteXXXXXXXX (Observação:o autor das notas, por ser Médico, e aferrado ao código de Deontologia Médica, censurou a divulgação da causa mortis do preclaro Médico e príncipe da História da Bahia); o óbito foi atestado pelo Doutor José Olimpio da Silva, sendo declarante  o Sr. Adauto Guimarães.

Foi sepultado na Campa N.º 1486 do cemitério do Campo Santo e os “sinais da vida” do conspícuo Dr. Braz do Amaral foram trasladados em 23 de fevereiro de 1953 para a igreja de Santana, onde repousa no ossuário da digna e muito distinta Família Braz do Amaral.

Cf.: Britto ACN.  Arquivo Público do Estado da Bahia – APEB – Seção Judiciária – Testamentos – Classificação n.º 07/3254/07. 

Arquivo do cemitério do Campo Santo – Salvador, Bahia, da Casa da Santa Misericórdia.

Pesquisa na igreja do S. S. Sacramento e Senhora Sant’Anna.