Cadeira nº 29 PDF Print E-mail
 
DR. FRANCISCO DE CASTRO (1857-1901)

Lente de Clínica Propedêutica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro 

Antonio Carlos Nogueira Britto

Nasceu na Bahia, a 17 de setembro e faleceu no Rio de Janeiro, a 11 de outubro de 1901. Graduou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1879. Sustentou tese inaugural, em 1879, intitulada “Da correlação das funções.”

Discípulo e Assistente de Torres-Homem; Professor catedrático de Clínica Propedêutica na Faculdade Nacional de Medicina em 1891; Vice-diretor da mesma Faculdade em 1895; Diretor em 1901, Médico de Exército, em 1881; Professor de alemão da Escola Superior de Guerra, em 1888; Diretor do Instituto Sanitário Federal; da Academia Brasileira de Letras, cadeira 13; da Academia Nacional de Medicina. 

Bibliografia: “Dos centros corticais psicogênicos;” “Prognóstico das moléstias do coração” - (tradução do livro de Leyden); “Formas curáveis das afecções do coração.” – (tradução do livro de Mayer); “Memória Histórica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro – 1892;”  “Tratado de Clínica Propedêutica – 2 vols, aparecidos em 1896 e 1900,  obra inacabada pelo falecimento do Autor, aos 44 anos, em 1901.

Sobre Francisco de Castro, assim se pronunciou Ruy Barboza: “A obra de Francisco de Castro está em sua vida exemplar, cuja modéstia, cuja benemerência, cuja inteireza e cuja fecundidade recorda a desse bom e grande Potain, o melhor e o mais perfeito dos médicos de seu tempo, honra e modelo do corpo médico em seu país. Foi ele, grande sábio, portentoso clínico, mestre incomparável, bemfeitor quotidiano.”

Consoante Ruy Barboza, Francisco de Castro era, em nossa terra, a mais peregrina expressão da cultura intelectual. Homem de letras, artista e pensador, a mocidade o saudava, em seus entusiasmos, como o “divino mestre.”