Cadeira nº 10 PDF Print E-mail

 

CONS. DR. FRANCISCO BONIFACIO DE ABREU, BARÃO DE VILA DA BARRA (1819-1887)

 

Lente de Química Orgânica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro

Antonio Carlos Nogueira Britto

Nasceu na Vila da Barra, província da Bahia, em 29 de novembro de 1819. Era filho de Francisco Bonifácio de Abreu e de D. Joanna Francisca da Motta.

Agraciado com os títulos de Barão de Vila da Barra, em 6 de setembro de 1870,  e de Grande Dignitário da Imperial Ordem da Rosa e Comendador da Imperial Ordem de Cristo. Foi condecorado com a medalha de Campanha do Paraguai.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de julho de 1887.

Doutorou-se em Medicina em 1845, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, sustentando a tese: “I. Os homens julgam acertadamente seus semelhantes? Si não, o porque? E como, si não acertar, se quer chegar da certeza do seu juízo? II. A organização tem sido prejudicada com a reforma que o capricho dos homens entendeu devia dar ao seu funccionar? III. O numero e a virtude dos medicamentos tem procurado á sociedade dos bens que delles se promettia? Qualquer será apto a administral-os? Muitos, que o são, fazem-no com sisudez? A falta de seu effeito é motivo de dezar ao medico? IV. Os bailles motivam alguma quebra na saude publica?”

Realizou os quatro primeiros anos do curso na Faculdade de Medicina da Bahia.

Foi Lente de Geografia do Liceu Provincial da província da Bahia (1850), tendo defendido a tese para concurso “História e Geografia: Proposições” – Bahia – 1850, para ser professor do sobredito Liceu Provincial. 

Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi Lente Substituto da Seção Cirúrgica em 1852 e Lente Catedrático de Química Orgânica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1854.

Em viagem de comissão do governo imperial à Europa, em 1854, (ou 1855), estudou química orgânica com o famoso químico francês Charles-Adolphe Wurtz, em Paris.

Médico da Imperial Câmara, em 1859. Acompanhou, como médico, o Imperador D. Pedro II e sua comitiva, na viagem realizada ao Norte do Brasil em 1959.

Escreveu a Memória Histórica concernente ao ano de 1863, que foi apresentada à Congregação da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Foi designado, em 3 de outubro de 1867, inspetor de todos os hospitais e enfermarias militares na guerra do Paraguai e chefe interino do Corpo de Saúde do Exército, em 1869.

Prestou atendimento médico a Luiz Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias, aconselhando-o a retornar à Corte para tratamento do seu estado valetudinário.

Deputado pela província da Bahia nas 14.ª, 15.ª , 16.ª, 17.ª, 18.ª. 19.ª e 20.ª legislaturas. Presidente das províncias do Pará, em 1872 e de Minas Gerais, em 1875-1876 e membro do Conselho de S. M.

Dedicou-se à literatura: 

Romances (em verso):

“Tersina”, Bahia, 1848.

“Palmira, ou a ceguinha brasileira”, Bahia, 1849.

Prosa:

“Extirpação de uma lupia” – Dada a lume no “Atheneo”, Bahia, 1849.

Ópera lírica:

“Moema e Paraguassú: episodio da descoberta do Brasil.” Ópera lírica em tres atos, vertida para o italiano por Ernesto Ferreira França. Rio de Janeiro (s.n.), 1860.

Traduções:

“A Divina Comédia, de Dante Alighieri”. Obra póstuma. Rio de Janeiro: (s.n.), 1888.

“Soneto á morte do Duque de Caxias (no Jornal do Commercio)”.

Dados biográficos capturados em 18 de julho de 2007 no “site” http://www.dichihistoriasaude.coc.fiocruz.br/iah/P/verbetes/abreufranbom.htm

Prof.ª  Maria Rachel Fróes da Fonseca